Plástico
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Guia da Reciclagem
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Sobre o material

O plástico é um polímero originado de uma fração do petróleo chamada nafta e também de fontes renováveis, como o plástico feito a partir do milho, da beterraba, da mandioca, da cana-de-açúcar, etc. O plástico se subdivide de acordo com a composição química.

Para saber qual o tipo específico de plástico presente em algum produto, os fabricantes introduzem um triângulo com setas nos rótulos dos produtos. A simbologia têm a função de alertar os consumidores sobre o descarte seletivo, além de possibilitar a identificação do tipo de plástico que estamos consumindo.

No Brasil, a norma técnica (NBR 13.230:2008) foi estabelecida de acordo com critérios internacionais. A numeração separa o material plástico em sete diferentes tipos (PET, PEAD, PVC, PEBD, PP, PS e OUTROS).

Confira a figura abaixo:

Fonte: Cempre, 2020

Informações sobre a reciclagem

Segundo pesquisa elaborada pela MaxiQuim, a pedido do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico – PICPlast – iniciativa entre ABIPLAST e Braskem, o volume de resina plástica pós-consumo produzido no Brasil em 2018 foi de 757,6 mil toneladas, indicando um índice de reciclagem de 22,1%.

Os principais consumidores de plásticos são as empresas recicladoras, que reprocessam o material, fazendo-o voltar como matéria-prima para a fabricação de artefatos plásticos, como conduítes, sacos de lixo baldes, cabides, garrafas de água sanitária e acessórios para automóveis, para citar alguns exemplos. É possível economizar até 50% de energia com o uso de plástico reciclado.

Citamos como exemplo as fases do processo de reciclagem do PET:

RECUPERAÇÃO: Nesta fase, as embalagens que seriam atiradas no lixo comum ganham o status de matéria-prima. As embalagens recuperadas serão separadas por cor e prensadas. A separação por cor é necessária para que os produtos que resultarão do processo tenham uniformidade de cor, facilitando assim, sua aplicação no mercado. A prensagem, por outro lado, é importante para que o transporte das embalagens seja viabilizado. Como já sabemos, o PET é muito leve.

REVALORIZAÇÃO: As garrafas são moídas (flake), ganhando valor no mercado. O produto que resulta desta fase é o floco da garrafa. Pode ser produzido de maneiras diferentes e, os flocos mais refinados, podem ser utilizados diretamente como matéria-prima para a fabricação dos diversos produtos que o PET reciclado dá origem na etapa de transformação. No entanto, há possibilidade de valorizar ainda mais o produto, produzindo os pallets. Desta forma o produto fica muito mais condensado, otimizando o transporte e o desempenho na transformação.

TRANSFORMAÇÃO: Fase em que os flocos, ou o granulado, serão transformados num novo produto, fechando o ciclo. Os transformadores utilizam PET reciclado para fabricação de diversos produtos, inclusive novas garrafas para produtos não alimentícios, além de cordas, cerdas de vassouras e escovas, placas de trânsito e sinalização em geral. Também é crescente o uso das embalagens pós-consumo recicladas na fabricação de novas garrafas para produtos não alimentícios.

Acesse:

http://www.abiplast.org.br/
http://www.abipet.org.br/index.html
http://www.plastivida.org.br/index.php?lang=pt
https://abiquim.org.br/

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Sobre o
CEMPRE

O CEMPRE é uma associação sem fins lucrativos, fundada em 1992, que trabalha para a promoção da reciclagem, da logística reversa e do conceito de responsabilidade compartilhada na gestão dos resíduos sólidos previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), atuando junto à iniciativa privada, ao setor público e à sociedade civil. Ao longo dos seus 28 anos de existência, o CEMPRE desenvolveu diversas publicações de apoio à educação ambiental para reciclagem, manuais para cooperativas de catadores e agentes públicos, e a tradicional Pesquisa Ciclosoft, que representa a maior base de dados sobre coleta seletiva do país.