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Lâmpadas de LED a caminho da reciclagem economicamente viável

Os diodos emissores de luz (em inglês, Light Emitting Diodes, de onde vem a sigla LED) são utilizados hoje em um número crescente de produtos. De telas superfinas de televisores e celulares à iluminação de casas noturnas e espaços públicos, o portfólio de aplicações de LED se expandiu de forma expressiva nos últimos anos e ainda há muitos usos a serem explorados.

Um bom exemplo são as lâmpadas de LED, uma opção mais eficiente, durável e econômica. Uma lâmpada incandescente converte apenas 5% da energia que utiliza em luz, enquanto a LED tem aproveitamento de 40% e sua vida útil é muito superior (50.000 horas x 1.000 horas das incandescentes).

Não há atualmente processos de reciclagem adequados para esses itens. Ou não havia, segundo anunciou recentemente o Instituto Fraunhofer - um centro de pesquisa de ponta, financiado pelo governo alemão e a iniciativa privada, que possui 67 núcleos espalhados pelo país, com focos específicos de estudo em diferentes campos da ciência aplicada. Seus pesquisadores conseguiram desenvolver um método para a separação mecânica dos componentes de lâmpadas de LED sem destruir os próprios LED.

Os itens de iluminação são fabricados com uma grande variedade de materiais. O invólucro é feito de vidro ou plástico, o dissipador de calor é de cerâmica ou alumínio, e os resistores e cabos contêm cobre. Mas os materiais mais valiosos são encontrados nos próprios LED - índio e gálio dentro do diodo semicondutor, entre outros elementos químicos como o európio ou térbio -, o que torna sua fabricação relativamente cara. “Os produtos de LED pós-consumo costumam ser simplesmente armazenados, pois é necessário um processo de reciclagem apropriada que permita recuperar os materiais valiosos", diz Jörg Zimmermann, do Grupo de Projeto Fraunhofer para a Reciclagem de Materiais.

O método de cominuição (fragmentação) eletro-hidráulica desenvolvido pelo time do Instituto Fraunhofer permite quebrar as lâmpadas de LED em suas partes constituintes sem destruir os diodos emissores de luz. Os componentes podem, então, ser reciclados individualmente. "Em princípio, esse procedimento também é adequado para outros tamanhos como, por exemplo, os LED de aparelhos de televisão, de faróis de automóveis ou de outros produtos eletrônicos", explica Zimmermann.

Um pré-requisito para um processo de reciclagem eficiente é a correta separação dos componentes. "Para fragmentar de modo eficiente e reciclar todos os componentes de uma lâmpada LED, é preciso um método que produza grandes quantidades de semicondutores e outros materiais valiosos", destaca Zimmermann. Se o retrofit for excessivo, a separação se torna mais difícil. Zimmermann esclarece que o reprocessamento é rentável para recicladores e fabricantes, em larga escala. “Nossas pesquisas demonstraram que a separação mecânica é um método que torna a reciclagem de lâmpadas LED economicamente viável”, conclui Zimmermann.

Para saber mais:https://www.fraunhofer.de/

Foto:   Fraunhofer ISC/IWKS