CEMPRE INFORMA MAIS

Coleta seletiva em expansão nos condomínios de São Paulo

Segundo estimativas, o estado de São Paulo possui cerca de 40 mil condomínios residenciais, comerciais e industriais. São, portanto, locais de grande concentração de pessoas e... de resíduos. A boa notícia é que, em muitos desses condomínios, a coleta seletiva está em plena expansão. “Esta não é uma realidade que começou ontem. É um trabalho de base, de conscientização, que vem sendo implementado há muitos anos e tem apresentado crescimento consistente”, explica Fábio Kurbhi, vice-presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC). “Nosso foco é promover orientação e troca de experiências sobre o que acontece no dia a dia de nossos associados. Por isso, temos a percepção clara dessa expansão.”

Segundo Kurbhi, a separação básica entre lixo orgânico (úmido) e material reciclável (seco) vem cedendo lugar para subdivisões mais específicas, sobretudo nos grandes condomínios, com recipientes coloridos para papel, plástico, vidro e metal. Em muitas unidades residenciais, são instalados inclusive tambores para coleta do óleo de cozinha usado, retirado por ONGs que cuidam de sua destinação correta. O mesmo acontece com pilhas e baterias.

“Em geral, vemos que os materiais são direcionados para entidades que atuam no segmento ou para cooperativas de catadores”, detalha Kurbhi. Os condôminos vêm se conscientizando, de modo crescente, em relação à importância da separação dos resíduos e das implicações dessa atitude, do ponto de vista ambiental, social e econômico. Ou seja, está havendo maior compreensão da relevância do envolvimento de todos com os princípios da sustentabilidade - ou seja, percebe-se um maior alinhamento com o pilar da responsabilidade compartilhada, previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos, que abrange a participação da população.

“Nos novos edifícios e condomínios, esse fato é ainda mais notável, com a inclusão de equipamentos para a coleta seletiva desde o projeto, além de outros itens ambientalmente importantes como placas de energia solar e bicicletários”, destaca Kurbhi. “É claro que lidamos com um estado grande, com diferentes características e peculiaridades, mas a mudança de cultura frente a esse tema é muito relevante. Pelo que vimos aqui na AABIC, é uma postura que veio para ficar, pois tem como base um processo de conscientização das pessoas.” Não há obrigatoriedade legal para que o morador separe seus resíduos, mas com orientação e esclarecimento, a tendência é que a participação seja crescente e se transforme, enfim, em uma prática habitual.

Para saber mais: http://www.aabic.com.br/

O Cempre possui um material - o Caderno de Reciclagem no 7 - especialmente desenvolvido para orientar a implantação da coleta seletiva em condomínios residenciais e comerciais, em diversas escalas. Além de dicas com o passo a passo para desenvolver e operar o sistema, a publicação contém cartazes que auxiliam na sensibilização e orientação dos condôminos.

Veja em: http://cempre.org.br/artigo-publicacao/manuais#ctrl-13