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Morador de Taubaté multiplica coleta seletiva em condomínios

Com sua determinação e boa vontade, o engenheiro e advogado Luiz Fernando Rocha já fez com que quase 500 residências do município de Taubaté, no interior de São Paulo, passassem a realizar a separação de seus resíduos domésticos para reciclagem. Tudo começou em 2004, quando era morador e síndico de um condomínio de casas no qual resolveu implantar a coleta seletiva. 

Mas Luiz Fernando não se contentou com a simples instalação de lixeiras diferenciadas e uma cartinha avisando os moradores. Ele organizou um evento de lançamento e ações para manter a chama acesa. “Na época, estive na sede do Cempre, onde consegui informações e materiais explicativos – sobretudo um vídeo que atrai muito a atenção das pessoas – com o objetivo de conscientizar os moradores para que entendessem o problema dos resíduos sólidos urbanos e a importância de sua participação na busca de soluções, a começar com a correta separação dos materiais”, conta. Com esse cuidado e os estímulos constantes, o volume coletado logo dobrou, passando de 2,5 toneladas mensais, em média, para 5 toneladas por mês, direcionadas para uma cooperativa local de catadores.

Em 2013, Luiz Fernando se mudou para um condomínio de apartamentos e, é claro, levou consigo a vontade de continuar incentivando a coleta seletiva. Com o apoio do síndico, organizou o sistema que foi lançado em maio deste ano e contou com um evento recente de conscientização. “É preciso sempre despertar o interesse das pessoas para que o programa siga forte. Já estamos arrecadando 1,2 tonelada por mês e estendemos a coleta também para óleo, pilhas e baterias. Infelizmente, não pudemos fazer parceria com nenhuma das duas cooperativas do município, porque elas estão enfrentando problemas com seu transporte e não puderam assegurar a retirada agendada dos materiais. Identificamos, porém, uma pequena empresa familiar licenciada pela prefeitura, visitamos suas instalações e comprovamos a qualidade de seu trabalho. Afinal, não podemos entregar os materiais para qualquer um, pois temos que assegurar sua correta destinação final”, destaca Luiz Fernando.

A seriedade de seu envolvimento voluntário já contagiou mais um condomínio e ele foi convidado a apoiar o lançamento de outro programa de coleta seletiva, há cerca de dois meses.  “Sem dúvida, isso é motivo de satisfação. Gostaria, é claro, que o poder público fizesse mais. No entanto, desde que comecei a me informar e aprender a respeito, entendi o estrago ambiental que fazemos ao jogar no lixo recursos tão valiosos. Temos que mudar essa situação. Isso sem falar no fato de que podemos transformar nossos resíduos em renda para muitas pessoas”, ensina Luiz Fernando, na teoria e na prática.