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Um ano de coleta seletiva em Luziânia

No dia 19 de agosto, a Coleta Seletiva Cidadã e Solidária do município de Luziânia, em Goiás, irá comemorar seu primeiro ano de existência.Um dos objetivos de sua criação foi retirar os catadores do lixão que existe no município. Eles formaram, então, a Cooperativa Recicla Cooperluz que conta hoje com 206 catadores, sendo que 130 trabalham na limpeza urbana, coleta e varrição, 69 atuam na coleta de materiais recicláveis e 7 em processos administrativos.

“Trata-se de um projeto piloto que está em avaliação permanente e deverá sofrer aprimoramentos. Hoje, a Prefeitura repassa um salário mínimo para os cooperados e, em troca, exige que eles não realizem atividades no lixão e que disseminem a ideia da separação de resíduos junto à população”, explica Wilma do Lago, assessora técnica da Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Luziânia, quinto município mais populoso de Goiás, com 191.139 habitantes (segundo dados do IBGE de 2014), localizado a cerca de 60 quilômetros de Brasília.

Por enquanto, são recolhidos os recicláveis em três frentes distintas: as 55 escolas municipais que também são pontos de coleta e atendem 25 mil famílias, o Centro Histórico da cidade e o centro do Distrito do Jardim do Ingá. Para sensibilizar a população, a Secretaria de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos tem utilizado o corpo a corpo feito pelos próprios catadores. Segundo Wilma do Lago, a Prefeitura acredita na conscientização pelo exemplo e realiza diversas ações junto à comunidade que contam com a participação efetiva dos gestores municipais. Não há um programa específico de divulgação, mas sim atividades permanentes como mutirões de limpeza e conservação da área da Barragem do Corumbá, caminhadas ecológicas, passeios ciclísticos e a educação ambiental que mobiliza as famílias a levar seus resíduos aos Ecopontos existentes.

Desde o início do programa, o volume de recicláveis coletados cresceu 40%, alcançando a marca de 372 toneladas mensais. “Manter a chama acesa é um desafio, pois a cultura de que ‘o meu vizinho não faz, por que eu devo fazer?’ é recorrente. No entanto, a conscientização ecológica vem crescendo no país e em Luziânia não é diferente. Atualmente, um dos entraves tem sido a crise econômica que também afeta o processo da coleta seletiva, pois as pessoas reorganizam suas atividades e a separação e entrega dos resíduos ficam em segundo plano”, comenta a assessora.

Enquanto incentiva o aumento da participação da população, a Prefeitura já comemora a inclusão dos catadores no sistema. “É importante ressaltar que, com a capacitação e o fornecimento de estrutura, equipamentos, uniformes e EPIs, bem como a contratação dos serviços da cooperativa pelo município, houve o empoderamento dos catadores em relação ao exercício da cidadania e a elevação de sua autoestima é incomensurável”, destaca Wilma do Lago. Entre as metas do município, estão o lançamento do Programa Permanente de Educação Ambiental (disseminando a conscientização, o compromisso, a responsabilidade compartilhada e a participação social), a ampliação dos pontos de entrega, envolvendo o comércio e prestadores de serviço até meados de 2016, a melhoria da infraestrutura da cooperativa com a entrega de mais dois galpões de triagem até o final do próximo ano e a integração da coleta seletiva com os demais programas, projetos e ações da Prefeitura em caráter permanente.

Para saber mais: http://www.luziania.go.gov.br