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Um giro pelos municípios de Goiás para fortalecer a coleta seletiva

Num país com as dimensões do Brasil, os cenários regionais são muito diversos e apresentam desafios específicos que precisam ser identificados e transformados em oportunidades. A convite das prefeituras de Luziânia e Valparaíso, o Cempre esteve em Goiás, de 23 a 26 de junho, para conhecer de perto as realidades locais e discutir possibilidades de parcerias e trocas de experiências.

“O objetivo dessa visita foi estreitar laços com as iniciativas já incentivadas pelas prefeituras e diagnosticar novos projetos de apoio a cooperativas da região Centro-Oeste”, comenta Aline Paschoalino, analista de projetos do Cempre. Além de Valparaíso e Luziânia, a agenda incluiu reuniões nos municípios de Abadiânia, com a presença de representantes de Cocalzinho de Goiás e Padre Bernardo.

Os municípios que participaram dos encontros com o Cempre fazem parte da chamada Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE) que abrange mais de vinte cidades de Goiás e Minas Gerais. Entre as metas de criação da RIDE, estão o crescimento socioeconômico, a redução das desigualdades regionais, a implantação de planos, programas e projetos integrados de desenvolvimento e a unificação de serviços comuns. “As prefeituras próximas do DF estão se unindo a fim de viabilizar um consórcio para a construção de um aterro sanitário regional e assim cumprir a lei 12.305/10”, conta Aline. “Nos encontros, um dos focos foi o know-how do Cempre em relação ao cooperativismo, uma vez que esses municípios buscam também alinhar a inclusão de cooperativas de catadores em seus sistemas.”

Luziânia (quinto município mais populoso de Goiás, com mais de 191 mil habitantes) e Valparaíso (com cerca de 147 mil habitantes) já oferecem coleta seletiva porta a porta e possuem cooperativas de catadores, sendo seu objetivo aprimorar a gestão e o profissionalismo dessas organizações. “As duas prefeituras são grandes parceiras e apoiam ativamente as cooperativas que poderão em breve atingir 100% de cobertura na coleta domiciliar dos recicláveis”, avalia Aline.

Enquanto isso, Abadiânia, Cocalzinho de Goiás e Padre Bernardo buscam ampliar seus sistemas e fortalecer suas cooperativas até 2016. As cooperativas visitadas pelo Cempre estão em fase de organização, recebendo caminhões para a coleta. Os catadores cooperados vêm se conscientizando sobre a importância do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), adaptando-se ao roteiro de coleta e refletindo em conjunto sobre suas necessidades e os próximos passos a serem dados.

Nos encontros, o Cempre entregou seu kit “Cooperar Reciclando Reciclar Cooperando”, desenvolvido para auxiliar na formação e capacitação de cooperativas. O material é composto por Manual do Instrutor, Guia da Cooperativa, cartilhas para os catadores, DVD e Certificado de Participação. Entre os temas abordados, estão a estrutura e funcionamento das cooperativas, os direitos e os deveres dos cooperados, os procedimentos para constituição e registro das cooperativas, processos e fluxo de trabalho e a gestão contábil-financeira, além de modelos de Estatuto e outros documentos. Em breve, a área de Projetos do Cempre irá apresentar as cooperativas visitadas, que agora fazem parte de seu banco de oportunidades, para empresas interessadas em ampliar seus apoios para a região.

“As questões relativas ao meio ambiente não têm fronteiras e, por isso, pensamos em soluções conjuntas para a região. Em uma reunião com representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), foi sugerido que fizéssemos contato com o Cempre”, lembra Wilma do Lago, assessora técnica de Meio Ambiente de Luziânia. “De fato, a visita foi excelente, bastante produtiva e esclarecedora. Gostamos muito de sua proposta de trabalho e esperamos, assim que possível, emplacar uma parceria para impulsionar nossa cooperativa e o sistema como um todo.”