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Santo André entrega galpões de reciclagem a cooperativas

Duas cooperativas de Santo André - Cidade Limpa e Coopcicla - ganharam em fevereiro novas instalações, em galpões de reciclagem com 1.055 m² de área coberta, quase o dobro do espaço de que dispunham anteriormente. A Central de Triagem de Resíduos Recicláveis - Unidade Cidade São Jorge é equipada com esteiras elevadas, prensas, balanças eletrônicas, empilhadeiras e carrinhos para o transporte dos recicláveis. A nova estrutura inclui também banheiros, refeitórios e área de convivência.

“As duas cooperativas são parceiras de Santo André há mais de quinze anos. Em outubro de 2014, essa parceria foi reafirmada com a assinatura de novos convênios. O município coleta os resíduos porta a porta em 100% das residências, em 85 Postos de Entrega Voluntária (PEVs) e nas 17 Estações de Coleta e os encaminha para as cooperativas que são responsáveis pela triagem e comercialização”, descreve Edi Ferreira dos Santos, diretor de Resíduos Sólidos do Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André (Semasa).

A construção dos galpões começou em 2009, mas foi paralisada por dois anos para adequação do projeto. Houve repasse da Caixa Econômica Federal de quase R$ 620 mil e contrapartida de cerca de R$ 353 mil do município que cedeu também a área e adequou a infraestrutura, com custo aproximado de R$ 1 milhão, garantindo mais eficiência ao trabalho e segurança para os cooperados. A capacidade de triagem é de 100% dos resíduos secos coletados diariamente no município que é da ordem de 33 toneladas.

A nova Central de Triagem deve elevar o número de cooperados dos atuais 56 para 160. A expectativa é que sua renda mensal, que hoje é de aproximadamente um salário mínimo, dobre em função da ampliação da quantidade de material reciclado dos atuais 8% para 20% até o final de 2016.

Este salto no índice de reciclagem deverá ser deflagrado por uma grande campanha de conscientização que está sendo preparada pelo Semasa, com previsão de lançamento ainda neste semestre. Ela tem por base estatísticas que indicam que, há dez anos, 20% dos resíduos secos do município eram separados pela população. “Por ter sido uma das primeiras cidades no Brasil a implantar a coleta seletiva, em 1999, e a primeira a conseguir cobrir todo o município com o sistema porta a porta, existe uma espécie de cultura ‘adormecida’ de separação já existente entre os moradores. A campanha deverá reavivar essa cultura, provocando-os a voltar a fazer a separação com mais intensidade. Ela vai se estruturar principalmente no corpo a corpo entre agentes ambientais e munícipes, com distribuição de material informativo e divulgação dos dias e horários dos diferentes tipos de coleta (de secos e úmidos) em cada bairro. Além disso, deve atingir jornais, outdoors, busdoors e outros veículos. As escolas também são um importante alvo e devem receber, além de materiais explicativos, iniciativas de educação ambiental”, detalha Edi Ferreira dos Santos.

De acordo com estudos realizados pelo Semasa, atualmente cerca de 25% dos resíduos que chegam ao aterro sanitário do município poderiam ser reciclados, porém uma grande parte está misturada a resíduos orgânicos. “Nosso aterro utiliza uma área de 147.418 m², de um total de 217.683 m², e recebe 100% dos resíduos domiciliares gerados na cidade. Sua vida útil é de aproximadamente mais seis anos. No entanto, a perspectiva é ampliar esse prazo com os ganhos de eficiência da Central de Triagem e a campanha de conscientização que deverá aumentar e melhorar a separação dos resíduos na fonte”, conclui o diretor de Resíduos Sólidos do Semasa.

Foto: Adriano Alves

Para saber mais: http://www.semasa.sp.gov.br/home/