CICLOSOFT

2014

Radiografando a Coleta Seletiva

20 anos de pesquisa

Desde 1994 o Cempre reúne informações sobre os programas de coleta seletiva desenvolvidos por prefeituras, apresentando dados sobre composição do lixo, custos de operação, participação de cooperativas de catadores e parcela de população atendida.

A Pesquisa Ciclosoft tem abrangência geográfica em escala nacional, e possui periodicidade bianual de coleta de dados.

A metodologia da pesquisa consiste no levantamento de dados através do envio de questionário às Prefeituras e visitas técnicas. O objetivo não é comparar, mas demonstrar quais municípios contam com programas estruturados de coleta seletiva.

Este é o Ciclosoft, uma pesquisa atualizada da coleta seletiva em cidades brasileiras, indispensável para o desenvolvimento do setor de reciclagem no país.

*Os municípios que desejarem participar da Pesquisa Ciclosoft 2016 devem enviar solicitação para: pesquisa@cempre.org.br

Pesquisa Nacional

927 municípios brasileiros (cerca de 17% do total) operam programas de coleta seletiva.

Regionalização

A concentração dos programas municipais de coleta seletiva permanece nas regiões Sudeste e Sul do País. Do total de municípios brasileiros que realizam esse serviço, 81% está situado nessas regiões.

População Atendida

Cerca de 28 milhões de brasileiros (13%) têm acesso a programas municipais de coleta seletiva.

Modelos de Coleta Seletiva

Os programas de maior êxito são aqueles em que há uma combinação dos modelos de coleta seletiva:

- A maior parte dos municípios ainda realiza a coleta de porta em porta (80%);

- Os Postos de Entrega Voluntária são alternativas para a população poder participar da coleta seletiva (45%);

- Tanto o apoio quanto a contratação de cooperativas de catadores, como parte integrante da coleta seletiva municipal, continua avançando (76%).

Os municípios podem ter mais de um agente executor da coleta seletiva.

A coleta seletiva dos resíduos sólidos municipais é feita pela própria Prefeitura em 43% das cidades pesquisadas; Empresas particulares são contratadas para executar a coleta em 37%; E praticamente metade (51%) apoia ou mantém cooperativas de catadores como agentes executores da coleta seletiva municipal.

O apoio às cooperativas está baseado em: maquinários, galpões de triagem, ajudas de custos com água e energia elétrica, caminhões, capacitações e investimento em divulgação e educação ambiental.

Custo

O custo médio da coleta seletiva nas cidades pesquisadas foi de US$ 195,23 (ou R$ 439,26)*

Considerando o valor médio da coleta regular de lixo US$ 42,22 (R$ 95,00), temos que o custo da coleta seletiva ainda está 4,6 vezes maior que o custo da coleta convencional.

*US$ 1,00 = R$ 2,25

Composição Gravimétrica

Aparas de papel/papelão continuam sendo os tipos de materiais recicláveis mais coletados por sistemas municipais de coleta seletiva (em peso), seguidos dos plásticos em geral, vidros, metais e embalagens longa vida. A porcentagem de rejeito ainda é elevada. Faz-se necessário investir em comunicação para que a população separe o lixo corretamente.

Estudos Detalhados

Foram expostos dados detalhados de 18 municípios* quanto à composição gravimétrica, quantidade de resíduos coletados, parcela da população atendida e custo da coleta seletiva:

 

- Escala da coleta seletiva (ton/mês)



- População atendida pela Coleta Seletiva (%)

- Custo com Coleta Seletiva (US$/ton)


Relação dos 927 municípios brasileiros com coleta seletiva segundo o levantamento da Pesquisa Ciclosoft 2014: