CEMPRE INFORMA Número 155 Agosto/Setembro

Desafios e Oportunidades

Acordo Setorial: um balanço positivo dos primeiros anos

A crise enfrentada pelo Brasil nos últimos anos gerou impactos, diretos ou indiretos, em todos os setores da economia nacional. O mesmo se deu, portanto, com a recuperação de embalagens, uma vez que a produção industrial, tendo sido fortemente afetada, reduziu o volume de materiais em circulação. 

Nesse contexto, as iniciativas colocadas em prática pela Coalizão Embalagens (de forma conjunta  ou isoladamente pelas associações ou empresas) foram ainda mais importantes para impulsionar a cadeia de reciclagem no país. Assim sendo, apesar da queda na produção da indústria, houve crescimento no volume de materiais recuperados em função das atividades promovidas no âmbito do Acordo Setorial de Embalagens em Geral. 

Feitas as devidas ponderações, em função do cenário, as duas metas – de elevação da taxa de recuperação e redução das embalagens destinadas a aterros – foram alcançadas. Nos dois casos, os resultados superaram inclusive o patamar estipulado pelo Acordo. O nível de recuperação de materiais aumentou em 29% (superior à meta ajustada, que era de 19,8%) e o volume de embalagens depositadas em aterro foi reduzido em 21,3% (a meta ajustada era de 13,3%). Confira, a seguir, as principais iniciativas e resultados da Fase 1.

*O balanço considera as atividades promovidas pelas empresas participantes da Coalizão nos anos de 2012, 2013, 2014, 2015, antes da assinatura do Acordo Setorial, pois estas já visavam os objetivos traçados.

 Em relação às cooperativas 

  • 802 cooperativas apoiadas de 2012 a 2017*
  • 4.487 ações de estruturação realizadas
  • 364 municípios atendidos em 21 Estados
  • Tipos de ação: operação de galpões, consultoria em logística, doação de equipamentos, assessoria para gerenciamento de indicadores, diagnóstico técnico, capacitação institucional e operacional

 

 Em relação aos Pontos de Entrega Voluntária (PEV)

  • 2.082 PEV instalados de 2012 a 2017*
  • 7.826 ações de estruturação realizadas
  • 240 municípios atendidos em 24 Estados
  • Tipos de ação: manutenção, instalação e operacionalização

 

 A abrangência das ações

O sistema de logística reversa de embalagens implantado pela Coalizão registrou ações em 732 municípios de 25 estados brasileiros.

Esses municípios detêm 63% da população brasileira (2017)

A geração total de resíduos sólidos urbanos é estimada em 62,5 milhões de toneladas/ano (SNIS, 2015). Na área de abrangência das ações da Coalizão, estima-se a geração de 48,47 milhões/t/ano.

Metas e conquistas
(de 2012 a 2017*)

Redução de 21,3% das embalagens encaminhadas para aterros (a meta ajustada era de 13,3% de redução)

Aumento de 29% na recuperação da fração seca (a meta ajustada era de 19,8% de recuperação)

Investimentos

No período de 2012 a 2017*, foram investidos R$ 2,8 bilhões em triagem, PEV, campanhas, novas tecnologias e aumento da capacidade instalada paraincremento da reciclagem.

 

A Coalizão publicou, no final de novembro, seu “Relatório Técnico – Acordo Setorial de Embalagens em Geral”. Com 803 páginas, o documento apresenta a descrição detalhada das ações realizadas na Fase 1 e os resultados alcançados.
Para consultar a publicação, em arquivo PDF, basta acessar
o site da Coalizão pelo link abaixo.

Para saber mais:
http://www.coalizaoembalagens.com.br/

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